Dispareunia
O que é dispareunia e quais são as causas mais comuns
A dispareunia é caracterizada por dor durante ou após a penetração vaginal. Diferente do vaginismo — em que a musculatura se contrai e impede a penetração —, na dispareunia a penetração acontece, mas provoca dor, ardor ou sensação de incômodo. Essa dor pode surgir de forma leve, persistente ou intensa, e pode estar presente desde o início da vida sexual ou aparecer ao longo do tempo. É uma condição que impacta não apenas o corpo, mas também a autoestima, o desejo e a qualidade da vida íntima.
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Classificação segundo o DSM-5
De acordo com o DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), a dispareunia está classificada dentro da categoria “Transtorno de Dor Genitopélvica/Penetrativa” (Genito-Pelvic Pain/Penetration Disorder), a mesma em que se encontra o vaginismo. Essa classificação reforça que a dor durante a penetração é um transtorno multifatorial, envolvendo aspectos físicos, musculares, hormonais e emocionais — e que o tratamento precisa abordar todos esses níveis.
Tipos de dispareunia
A dispareunia pode ser dividida em dois tipos principais, de acordo com a localização da dor:
• Dispareunia de entrada: Dor sentida logo na introdução, geralmente na região da vulva ou do terço inicial da vagina. É mais comum em casos de ressecamento vaginal, tensão muscular, atrofia dos tecidos (como na menopausa) ou após cirurgias e radioterapia.
• Dispareunia de profundidade: Dor que ocorre com a penetração mais profunda, podendo irradiar para baixo ventre, pelve ou costas. É comum em casos de endometriose, aderências pélvicas, inflamações, cicatrizes ou alterações nos ligamentos.
Dispareunia e suas diferentes origens
Todos os quadros de dor na penetração associados à menopausa, endometriose, dor pélvica crônica e tratamentos oncológicos são classificados como dispareunia. O que muda é a causa — e por isso o tratamento deve ser personalizado.
Enquanto na menopausa a dor é mais relacionada à atrofia e ressecamento dos tecidos, em casos oncológicos ela pode estar ligada ao uso de bloqueadores hormonais, cirurgias ou radioterapia. Na endometriose, a dor costuma vir de aderências ou tensão muscular profunda, e na dor pélvica crônica, de um padrão de contração mantido por longo tempo.
Como eu atuo no tratamento da dispareunia
O tratamento da dispareunia é centrado na fisioterapia pélvica especializada, que atua de forma integrada e individualizada, considerando o histórico e as causas específicas de cada mulher. Na fisioterapia, o foco está em restaurar o equilíbrio da musculatura pélvica, melhorar a vascularização, reduzir a tensão e reeducar o corpo para responder sem dor. O objetivo não é apenas eliminar o sintoma, mas reconstruir a relação entre o corpo e o prazer.
O Método Cris Nobile
O método que desenvolvi ao longo de vários anos de prática clínica é sustentado por dois pilares principais: reabilitação e consolidação. Ele une ciência, acolhimento e percepção corporal para restaurar o equilíbrio físico e emocional da mulher.
Mais do que aliviar sintomas, meu método propõe uma reconstrução da relação com o próprio corpo — conduzindo à presença, ao prazer e à liberdade íntima.
Agende sua avaliação
A dor durante a penetração não é normal e pode ser tratada com excelentes resultados. Com a abordagem certa, o corpo aprende a responder com leveza, confiança e prazer.




