Endometriose e Dor Pélvica Crônica
Quando a dor se torna constante
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A endometriose é uma condição em que o tecido semelhante ao endométrio — a camada que reveste o útero — cresce fora dele, atingindo estruturas como ovários, trompas, bexiga, reto e até a parede abdominal. Esses implantes respondem aos hormônios do ciclo menstrual, causando inflamação, aderências, dor intensa e disfunção dos tecidos pélvicos.
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Com o tempo, o corpo passa a viver em estado de contração e alerta constante, e essa dor que antes era cíclica passa a ser
crônica — afetando o bem-estar físico, emocional e sexual.
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Dor pélvica crônica e memória muscular da dor
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Mesmo após o tratamento clínico ou a cirurgia, muitas mulheres continuam sentindo dor. Isso acontece porque a musculatura pélvica 'aprende' a se proteger. Ela permanece tensa, retraída e hipersensível, mesmo quando o foco da inflamação já foi tratado.
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Essa memória muscular da dor é um dos fatores mais comuns da dispareunia — a dor durante a penetração—, que está classificada no DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) dentro do Transtorno de Dor Genitopélvica/Penetrativa (Genito-Pelvic Pain/Penetration Disorder). Isso significa que, mesmo quando a causa inicial foi controlada, o corpo pode continuar reagindo com dor, medo ou espasmo involuntário — como um reflexo de autoproteção.
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Como a fisioterapia pélvica atua
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A fisioterapia pélvica é uma aliada fundamental no tratamento da endometriose e da dor pélvica crônica.
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Seu objetivo é restaurar a função e a mobilidade dos tecidos, reduzir a tensão muscular profunda e reeducar o corpo a responder sem dor.
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A abordagem envolve:
• Avaliação global da pelve e da postura;
• Técnicas de liberação miofascial e mobilização dos tecidos;
• Reeducação do assoalho pélvico, com foco em relaxamento e percepção corporal;
• Melhora da vascularização e da sensibilidade;
• Orientações sobre hábitos, movimentos e autocuidado, que ajudam a interromper o ciclo da dor.
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Com o tempo, o corpo aprende novamente a relaxar, a confiar e a se abrir ao prazer e à leveza.
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O Método Cris Nobile
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O método que desenvolvi ao longo de vários anos de prática clínica é sustentado por dois pilares principais: reabilitação e consolidação. Ele une ciência, acolhimento e percepção corporal para restaurar o equilíbrio físico e emocional da mulher.
Mais do que aliviar sintomas, meu método propõe uma reconstrução da relação com o próprio corpo — conduzindo à presença, ao prazer e à liberdade íntima.
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A dor pélvica crônica e a endometriose não precisam limitar sua vida. Com uma abordagem fisioterapêutica especializada, é possível recuperar mobilidade, aliviar a dor e resgatar o prazer e a autonomia sobre o próprio corpo.




