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Vaginismo

O que é o vaginismo e quais são as causas físicas e emocionais

O vaginismo é uma condição em que ocorre uma contração involuntária da musculatura do assoalho pélvico diante da tentativa de penetração vaginal — seja durante a relação sexual, um exame ginecológico ou até ao tentar introduzir um absorvente interno. Essa reação é automática, não depende da vontade da mulher, e geralmente vem acompanhada de medo, tensão e sensação de bloqueio. O corpo reage como se precisasse se proteger, mesmo quando há desejo e vontade.

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Classificação segundo o DSM-5

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De acordo com o DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), o vaginismo está classificado dentro da categoria “Transtorno de Dor Genitopélvica/Penetrativa” (Genito-Pelvic Pain/Penetration Disorder). Essa categoria também contempla a dispareunia, mas o vaginismo tem características próprias: a contração involuntária dos músculos vaginais impede parcial ou totalmente a penetração.

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Graus do vaginismo

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O vaginismo pode se apresentar em diferentes graus de intensidade. Essa classificação ajuda a compreender o quanto a contração muscular interfere na vida íntima e emocional da mulher:

• Vaginismo leve: A penetração é difícil ou parcial, podendo ser interrompida logo no início por desconforto e dor.
• Vaginismo moderado: Há tensão e sensibilidade aumentada na região externa da vulva, e mesmo toques
leves podem causar desconforto.
• Vaginismo grave: A mulher entra em pânico diante da tentativa de penetração, chora, tenta se afastar e
sente hipersensibilidade física e emocional.
• Vaginismo gravíssimo: A mulher evita qualquer tipo de contato íntimo e pode não conseguir realizar nem
mesmo a própria higiene genital. O simples pensamento sobre a penetração já desperta dor ou angústia — o corpo reage antes mesmo da tentativa.

 

Causas físicas e emocionais

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O vaginismo tem causas multifatoriais, podendo ser primário (desde a primeira tentativa de penetração) ou secundário (após um período em que a penetração era possível). Entre as causas mais comuns estão:

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• Experiências negativas com dor, exames ginecológicos ou traumas;
• Medo da dor, da gravidez ou de “romper algo”;
• Crenças rígidas sobre sexualidade e prazer;
• Situações de abuso físico ou psicológico;
• Tensão muscular crônica e ansiedade;
• Falta de autoconhecimento corporal.

O corpo associa a penetração ao perigo e responde se contraindo — como um reflexo de autoproteção.

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Como eu atuo no tratamento do vaginismo

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O tratamento do vaginismo é altamente eficaz, e o eixo central está na fisioterapia pélvica especializada. De nada adianta tratar apenas o emocional se o corpo continua reagindo com defesa. Existe uma disfunção muscular real, e é através do trabalho fisioterapêutico que o corpo reaprende a relaxar, responder com naturalidade e retomar o controle.

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A fisioterapia atua tanto na dimensão física, reeducando a musculatura, quanto na dimensão sensorial, restaurando a confiança corporal e a conexão com o prazer.

O Método Cris Nobile

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O método que desenvolvi durante vários anos de prática clínica é sustentado por dois pilares principais: reabilitação e consolidação. Ele une ciência, acolhimento e percepção corporal para restaurar o equilíbrio físico e emocional da mulher.

Mais do que aliviar sintomas, meu método propõe uma reconstrução da relação com o próprio corpo — conduzindo à presença, ao prazer e à liberdade íntima.

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O vaginismo não é falta de vontade nem algo que “passa com o tempo”. É uma resposta que o corpo aprendeu — e, com cuidado e o tratamento adequado, ele pode desaprender.

FAQ — VAGINISMO

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