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A diferença entre dor física e dor emocional durante o sexo

Nem toda dor durante o sexo vem do corpo. Algumas nascem da mente — e o corpo apenas responde. Entenda como distinguir a dor física da dor emocional e por que as duas precisam ser tratadas juntas.

Quando a dor fala por dois caminhos

A dor durante a penetração é um tema que ainda causa silêncio — e, muitas vezes, confusão. Afinal, é uma dor física? Ou é emocional? Na prática clínica, a resposta quase sempre é: as duas coisas.Segundo pesquisa publicada no Journal of Sexual Medicine (2022), cerca de 43% das mulheres relatam algum tipo de dor durante a relação sexual ao longo da vida. Em muitos casos, não há apenas uma causa anatômica. O corpo está saudável, mas carrega memórias, medos e tensões que se traduzem em dor.

Dor física: quando o corpo pede cuidado

A dor física é mensurável. Ela pode surgir por causas como ressecamento vaginal, alterações hormonais, tensão muscular no assoalho pélvico, pós-cirurgias, endometriose, menopausa ou efeitos de tratamentos oncológicos. Essas condições geram alterações reais nos tecidos e na resposta muscular.De acordo com a International Urogynecology Journal (2023), a disfunção muscular pélvica está presente em mais de 70% das mulheres com dor na relação sexual. Ou seja, o corpo físico é, sim, parte importante da história — e precisa de tratamento especializado.

Dor emocional: quando o corpo fala o que a mente não consegue

A dor emocional, por outro lado, costuma nascer de experiências anteriores — como vergonha, culpa, medo, repressão sexual ou traumas. Nesses casos, o corpo reage como se precisasse se defender: os músculos se contraem, o toque se torna desconfortável e o prazer se afasta.A Harvard Health Publishing (2023) explica que “a tensão crônica e o medo da dor ativam o sistema nervoso simpático, responsável por respostas de defesa como o fechamento involuntário do canal vaginal”. Ou seja: a emoção vira contração.

Quando corpo e mente falam a mesma língua

Na prática clínica, observa-se que a dor sexual raramente é apenas física ou apenas emocional. O corpo e a mente compartilham o mesmo caminho neural, e o que afeta um, repercute no outro. Por isso, o tratamento precisa integrar as duas dimensões.A fisioterapia pélvica atua como uma ponte entre o físico e o emocional, ensinando o corpo a relaxar, a perceber e a responder de forma segura. O processo envolve consciência corporal, dessensibilização e reeducação muscular, para que o prazer volte a ser natural e sem dor.

O papel da fisioterapia pélvica

O tratamento é conduzido com técnicas específicas de reabilitação muscular, propriocepção e mobilidade, que ajudam o corpo a quebrar o ciclo de dor e medo. Assim, o sistema nervoso reaprende a associar o toque e a penetração a experiências seguras e positivas.Estudos da Associação Brasileira de Fisioterapia Pélvica (2024) mostram que a combinação entre reabilitação física e educação corporal reduz em até 85% os sintomas de dor durante o sexo. Mais do que eliminar a dor, o tratamento devolve ao corpo a capacidade de sentir prazer com confiança.

O caminho da reconexão

Tratar a dor é importante, mas compreender o que ela comunica é essencial. Quando o corpo aprende a se sentir seguro, a dor perde o sentido — e o prazer volta a ocupar o lugar de presença.Se identificar a causa é o primeiro passo, aprender a tratá-la com segurança é o próximo. Conheça como a fisioterapia pélvica ajuda a restaurar o equilíbrio físico e emocional da mulher.

 
 
 

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