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Por que a dor na relação sexual volta mesmo depois do tratamento?

Mesmo após o tratamento, algumas mulheres voltam a sentir dor durante a penetração. Entenda por que isso acontece, quais são os fatores mais comuns de recidiva e como evitar que o corpo retorne ao padrão de defesa.

Quando a dor parece voltar do nada

Voltar a sentir dor depois de um tratamento bem-sucedido é mais comum do que parece. Em muitos casos, o corpo responde novamente com tensão, mesmo depois de um período de melhora. Isso não significa que o tratamento “falhou”, mas que algo — físico, emocional ou relacional — reacendeu o antigo reflexo de defesa.A dor sexual não é apenas um sintoma. É uma memória corporal. E memórias, quando não são integradas, tendem a reaparecer diante de situações que despertam medo, insegurança ou desconexão com o próprio corpo.

O que realmente acontece no corpo

Durante o tratamento, o assoalho pélvico é reeducado para relaxar, perceber e responder de forma saudável ao toque e à penetração. Mas o corpo feminino é sensível a uma série de fatores — estresse, falta de sono, mudanças hormonais, tensão emocional ou até períodos longos sem relação sexual. Esses gatilhos podem reacender o padrão muscular de defesa, principalmente se o corpo ainda associa a penetração à dor.Por isso, o retorno da dor não é um retrocesso, mas um sinal de alerta: algo precisa novamente de cuidado e atenção.

A importância da continuidade

Muitas mulheres interrompem o acompanhamento fisioterapêutico assim que conseguem voltar a ter penetração. Mas o corpo precisa de um tempo de consolidação — um período em que o novo padrão de segurança se estabiliza.A fase de consolidação é essencial para garantir que o corpo mantenha as respostas aprendidas durante a reabilitação. É nela que se reforça a propriocepção, o controle muscular e, principalmente, a confiança no próprio corpo.Sem essa etapa, a mulher pode até alcançar o objetivo imediato (ter uma relação sem dor), mas corre o risco de o corpo voltar ao modo de proteção diante de novos gatilhos.

Dor, prazer e autoconhecimento

Cada mulher tem um ritmo. Algumas precisam de tempo para se reconectar ao prazer, outras para entender como seus pensamentos, emoções e relacionamentos influenciam o corpo.O segredo está em escutar o corpo com presença, não com pressa. A fisioterapia pélvica, quando associada à educação corporal e à conscientização da resposta sexual, ajuda o corpo a integrar as novas experiências sem medo. O prazer, então, deixa de ser apenas o fim — e passa a ser parte do processo de cura.

Como evitar que a dor volte

- Mantenha o acompanhamento periódico após o fim da reabilitação.- Pratique os exercícios de consciência corporal recomendados pela fisioterapeuta.- Observe seus níveis de estresse, sono e bem-estar.- Evite longos períodos sem estímulo pélvico — o corpo tende a “esquecer” os novos padrões.- E, acima de tudo: não force o corpo. A pressa é o gatilho mais rápido para o retorno da dor.

Quando buscar ajuda novamente

Se a dor reaparece, mesmo leve, o ideal é não esperar que ela “passe sozinha”. Quanto antes o tratamento for retomado, mais fácil é restabelecer o equilíbrio e a confiança. O corpo sempre responde — mas ele precisa se sentir escutado.

 
 
 

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