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O corpo fala — e a fisioterapia ensina a escutar

A linguagem silenciosa do corpo

O corpo fala o tempo todo — mas nem sempre a gente entende o que ele quer dizer. Às vezes ele sussurra, em forma de tensão; às vezes grita, através da dor. E quando a dor aparece, o que está tentando se expressar é algo muito mais profundo do que apenas um desconforto físico.Na fisioterapia pélvica, o primeiro passo não é o toque ou o exercício. É a escuta. Antes de fortalecer, é preciso compreender; antes de liberar, é preciso confiar.Como aponta um estudo publicado no Frontiers in Psychology (2023), mulheres que praticam técnicas de percepção corporal e respiração associadas à reabilitação pélvica apresentam redução significativa dos sintomas de dor e melhora na conexão com o próprio prazer.

O corpo não esquece — mas ele aprende

Todo trauma, seja físico ou emocional, deixa um rastro no corpo. A boa notícia é que o corpo também tem memória de cura. Através da fisioterapia pélvica, é possível restaurar o diálogo entre músculos, respiração e emoções — e ensinar o sistema nervoso a responder com segurança, e não com medo.O toque terapêutico, os exercícios de percepção e as técnicas de dessensibilização não servem apenas para tratar. Eles ajudam a reconstruir a confiança corporal, abrindo espaço para o prazer e para a presença.

Escutar o corpo é um ato de liberdade

Autoconhecimento não é um conceito abstrato. É sentir, com clareza, o que acontece dentro de você. É perceber quando o corpo contrai por medo, ou relaxa por segurança. É aprender a identificar seus próprios limites e a reconhecê-los como fronteiras de cuidado, não de culpa.A fisioterapia pélvica é, nesse sentido, uma ponte entre o físico e o simbólico. Porque quando o corpo volta a se sentir seguro, ele também volta a desejar.

O começo de uma nova presença

Escutar o corpo é o início de uma presença nova — mais viva, mais consciente, mais íntima. Não é sobre atingir padrões de desempenho, mas sobre reconectar-se com o que é genuinamente seu.O prazer não precisa ser um mistério. Ele é uma forma de comunicação — e o corpo, quando bem escutado, tem muito a dizer.

💡 Referência científica:

Di Cesare, C. et al. Frontiers in Psychology, 2023. “Body awareness, pain modulation and self-perception in women with pelvic floor dysfunction.”

 
 
 

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