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O laser vaginal resolve a dor na relação?

O laser vaginal ganhou popularidade como promessa para tratar dor e ressecamento após a menopausa. Mas será que ele realmente resolve? Entenda quando é indicado e por que a fisioterapia pélvica continua sendo o padrão ouro no tratamento.

A promessa do laser

Nos últimos anos, o laser vaginal se tornou um dos procedimentos mais comentados entre mulheres que buscam recuperar o conforto íntimo e reduzir a dor na relação. A proposta é tentadora: um tratamento rápido, sem cirurgia, capaz de regenerar os tecidos e devolver a lubrificação perdida com a queda dos hormônios.Na prática, o laser estimula o colágeno e melhora a irrigação local, ajudando na elasticidade e na espessura da mucosa vaginal. É eficaz para sintomas de atrofia e ressecamento — especialmente quando há desconforto leve. Mas o que muitos esquecem de mencionar é que o laser atua na superfície do problema, e não na sua origem.

A dor que o laser não alcança

A dor na relação sexual nem sempre vem apenas do tecido ressecado. Em muitos casos, ela nasce na musculatura pélvica — músculos que, por meses ou anos, aprenderam a se contrair diante do medo, da insegurança ou da própria dor.Esses músculos não respondem ao laser. Eles precisam ser reeducados, alongados, fortalecidos e reconectados à sensação de segurança.Estudos recentes publicados no Journal of Sexual Medicine (2023) reforçam que o laser pode ser um coadjuvante, mas não substitui a fisioterapia pélvica, que trata diretamente a disfunção muscular e o reflexo de defesa associado à dor.

Por que o laser sozinho não basta

É comum ver mulheres que fazem sessões de laser e, mesmo com melhora da lubrificação, ainda sentem dor ao tentar a penetração. Isso acontece porque a penetração não depende apenas da mucosa — depende da musculatura que envolve o canal vaginal.A fisioterapia pélvica, ao contrário do laser, atua na base funcional do prazer e da dor: o músculo. Com técnicas de percepção corporal, mobilização e dessensibilização, o corpo reaprende a permitir o toque sem dor e sem medo.Na prática clínica, observa-se que a combinação de fisioterapia pélvica e, quando necessário, o uso de tecnologias como o laser, produz resultados mais consistentes — mas nunca o inverso.

Cuidar é mais do que regenerar tecido — é restaurar confiança

A saúde íntima não se resume à estética ou à regeneração de colágeno. Ela envolve sensibilidade, vascularização, força e, acima de tudo, segurança corporal. Nenhum aparelho é capaz de ensinar o corpo a confiar de novo.O laser pode melhorar o ambiente, mas é a fisioterapia que ensina o corpo a habitar esse ambiente com prazer e presença.

💡 Referência científica:

Salvatore, S. et al. Journal of Sexual Medicine, 2023. “Energy-Based Devices for Vulvovaginal Health: Efficacy and Limitations.”

 
 
 

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