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Sexo depois dos 50: o prazer que amadurece com você

O prazer não tem prazo de validade

A ideia de que o desejo acaba com a menopausa é uma das maiores distorções sobre o corpo feminino. O que muda não é o prazer — é a forma como o corpo o expressa. Depois dos 50, o sexo deixa de ser sobre performance e passa a ser sobre presença.A mulher dessa fase já se conhece. Ela já entendeu o que gosta, o que não precisa provar, e o que realmente importa. O medo de engravidar desaparece, as pressões externas perdem força e surge uma liberdade nova: a de viver o corpo com calma, sem culpa e sem pressa.

A maturidade do desejo

Com a queda natural dos níveis hormonais, o corpo passa por transformações fisiológicas que podem alterar a lubrificação, a elasticidade e a resposta sexual. Mas isso não significa que o desejo desaparece — ele apenas se manifesta de outro modo.Segundo uma revisão publicada no Menopause Journal (2024), mulheres sexualmente ativas após os 50 relatam níveis mais altos de satisfação emocional e conexão com o parceiro, quando comparadas àquelas que interrompem a vida sexual por desconforto físico ou insegurança. O desejo se torna mais relacional, mais mental, mais consciente. E isso pode tornar o prazer ainda mais intenso.

O corpo que se transforma — e se redescobre

A fisioterapia pélvica tem um papel essencial nesse processo. Ela ajuda a manter a lubrificação, a vascularização e a força muscular, mas, principalmente, devolve a confiança corporal. A mulher aprende a conhecer novamente o próprio corpo, entender as novas respostas e redescobrir a sensibilidade.Com exercícios de percepção, toque consciente e técnicas de relaxamento, é possível tratar a dor, o ressecamento e a rigidez, permitindo que o prazer volte a ser uma experiência natural e fluida.

A liberdade da mulher madura

A sexualidade depois dos 50 não é o fim de nada — é o início de uma nova presença. É quando o corpo encontra a alma em outro tempo, com outro ritmo, e descobre que o prazer não depende da juventude, mas da intimidade com quem se é.A mulher madura já desconstruiu tabus, já fez as pazes com as próprias imperfeições e aprendeu que o verdadeiro erotismo está na autenticidade. Porque quando a mente desacelera e o corpo é acolhido, o prazer floresce de novo — mais profundo, mais livre, mais verdadeiro.

💡 Referências científicas:

Faubion, S.S. et al. Menopause Journal, 2024. “Sexual function, satisfaction, and quality of life in postmenopausal women.”Kingsberg, S.A. et al. Journal of Women’s Health, 2023. “The evolving understanding of female sexual function in midlife.”

 
 
 

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